Conto

Seção Prosa de batuques e cachaças
(por Yuri Moura)

(…)Em um mundo normal, por dias e noites viajaram agarrados ao animal com mais de mil
séculos. Durante a viagem, eles se revezavam para ver quem ficava mais tempo suspenso nas alturas, se equilibrando com as costas sobre os jatos de água que saíam do chafariz da baleia. Tudo isso sem perder de vista a pipa (…)

Quem pariu Mateus que o embale conosco e faça a autocrítica: um diálogo com o texto de Vera Magalhães no jornal O Globo: “Áudio de Bolsonaro com Kajuru é mais grave que o ‘Bessias’ de Dilma”.

(por Rafael Faria / Seção Zumbidos)

Não sei se por falta de imaginação ou tentativa de retirar a própria culpa do cartório, mas será que essas pessoas não vão fazer nunca a relação entre o Golpe de 2016 e a ascensão do inominável???

Saudação patriótica aos brazileiros

Vamos começar pelo campo da música, onde todo grande patriota costuma versar domínio ímpar. Você pode continuar dizendo “a música que se faz hoje no Brazil é uma vergonha, como por exemplo o funk carioca”, e que o verdadeiro funk era feito por Gerson King Combo….opa…Quem?? Sim meu caro ufanista que costuma dizer James Brown, temos funkeiros de raiz por aqui também, ouça.

“GENOCIDA! GENOCIDA! GE-NO-CI-DA!” (por Nei)

(Seção Saideira)
A porta do nosso fatídico bar estava semi-fechada, com cadeiras barrando a passagem. Depois de alguns velhos companheiros de bar perderem pro vírus, os beberrões desistiram, o dono do bar, o novo dono, um empreendedor de 32 anos, com ideias de sucesso, insistia em sua equipe trabalhando. Dizia que era pra manter o ritmo, senão desacostuma a trabalhar. Vagabundo pega no tranco, dizia o jovem empreendedor.